sexta-feira, maio 24, 2013

Aníbal & Alzira




Antes de tudo mais, tenho a dizer que discordo profundamente do adjectivo utilizado por Miguel Sousa Tavares para caracterizar Cavaco Silva. Palhaço não adjectiva bem o actual Presidente da República. A profissão de palhaço pressupõe trabalho e muito (sei-o bem, por experiência própria – mesmo não sendo palhaço profissional) para fazer rir as pessoas. Ora, Cavaco não é profissional do ramo e faz rir as pessoas sem esforço. Logo, palhaço é um adjectivo utilizado incorrectamente, a meu ver.

Dito isto, apercebo-me que Cavaco, afinal, não vê as notícias. De facto, aquilo que dizem dele – de que não está ao corrente do que se passa no país real – é mesmo verdade. Cavaco “não está nem aí” (para utilizar uma expressão brasileira – tentando evitar eventuais processos pelo Ministério Público, obviamente) para o que é dito e mostrado às 13:00 e às 20:00 todos os dias. Já nem digo nos canais de notícias no cabo, porque não espero que as rendas do Presidente cheguem para esse tipo de luxos.

Visse Cavaco as notícias e saberia que, há muito pouco tempo, Alzira (por alguns conhecida por Zira; e ainda por outros – ultimamente, ao que consta – por Zirinha), uma senhora do Norte do país (o tal país de que Cavaco é o Presidente) perdeu um processo que colocou em tribunal por um cantor popular ter feito e cantado em público uma canção chamada “O Grilo da Zirinha”, por considerar-se injuriada. Nesse caso em concreto, o tribunal até acabou por dar razão ao artista e Alzira teve de pagar as custas judiciais. Mas não interessava. O povo já tinha tomado juízo igual, dando razão ao cantor popular e achando que Alzira-Zira-Zirinha tinha cometido uma argolada ao levantar a questão da injúria.

Se os tribunais irão dar razão a Cavaco e/ou ao Ministério Público, logo se vê. Mas não interessa. Boa parte do povo já fez o seu juízo. E ri-se do Presidente. O que ainda assim não significa que estará a fazer figura de palhaço, uma vez mais o digo, porque não fez esforço algum para isso. E, claro, não é a sua profissão.


segunda-feira, abril 29, 2013

Nada diz mais «Estou disposto a cagar na via pública»...


... que um destes naperons, em forma de cartola (que não disfarça a existência de um rolo de papel higiénico lá dentro - bem pelo contrário), exposto orgulhosamente na chapeleira de um automóvel, a circular por aí. 


domingo, setembro 30, 2012

Aconteceu mesmo!
(só que num universo alternativo)

Gosto de pensar que o que se passa por aqui, também acontece noutros mundos, paralelos ao nosso. Isto não é coisa que eu "tire" de ver séries como "Fringe" ou "Twilight Zone". É só mesmo uma vontade imensa minha em ver sempre uma versão alternativa de tudo.

Picado por duas incríveis mentes criativas - Rita Marrafa de Carvalho e Rita Matos - decidi pôr em prática uma ideia que surgiu neste post de Facebook (da RMC) que tomo a liberdade de transcrever:

«A Rita Matos lança a aposta: é hoje que a manifestante Adriana se enrola com o polícia Sérgio no cais das colunas?»

Ah! E como seria uma capa de revista cor-de-rosa sobre o caso, visto que depois do 15 de Setembro, a fama fácil aconteceu logo, principalmente para o lado feminino do "casal" da foto mais emblemática das manifestações desse dia.

O resultado dessa experiência é este.

= = = = = = =

Num universo alternativo...
Garantem as revistas que dois dos protagonistas do 15 de Setembro voltaram a encontrar-se numa manifestação anti-austeridade. Desta vez não há fotos do que se passou (e que pelos vistos foi giro!)... mas isso não demove a imprensa cor-de-rosa, claro!




segunda-feira, setembro 24, 2012

Está decidido!

Há pouco mais de um mês, mesmo antes da apresentação do livro "TESTEMUNHOS DE OURO", escrevi aqui que tinha vontade de escrever um segundo livro sobre o desporto paralímpico mas que não sabia se esse segundo livro alguma vez viria a ser começado, que tinha de pensar muito bem no assunto, para perceber se valeria a pena.

Também escrevi que nunca nada está totalmente terminado e, nesse período de reflexão, dei-me conta de que se me dissesse a mim próprio que não voltaria a escrever "a sério" terminada estaria a minha (curta, quase inexistente) carreira de autor.

Ora... pensei muito bem. E não. Não vou começar um segundo livro sobre o desporto paralímpico - a não ser que haja uma abordagem do Comité Paralímpico nesse sentido (e mesmo assim não será certo que o faça).

Mas, nesse processo de ponderação decidi que sim, que vou começar um segundo livro. Está decidido. Vou mesmo dar início a um novo projeto.

Só uma coisa é certa neste novo desafio. Vai durar exatamente cinco anos. Deverá, portanto, estar terminado nos "idos" de 2017.

Era só isto. Marcar aqui o facto de que tomei esta decisão. Gosto de pôr as coisas por escrito para, de futuro, não ter desculpas de dúvidas e fraquezas. Há folhas em branco para encher de palavras, de vida e de vidas. Ao trabalho!


sexta-feira, setembro 21, 2012

A minha opinião (não) é melhor que a tua!

Vou partilhar uma opinião que ninguém pediu. Mas que é minha. Ao contrário da grande maioria das opiniões que vejo (re-pe-ti-da-men-te...) partilhadas nas redes sociais. Muitas pessoas - a maioria, infelizmente - aparentam já não ter opiniões próprias. Partilham as dos outros (e citam, e fazem suas aquelas palavras, e aparentam opinar mas com base em opiniões já publicadas algures... aliás, em sintonia com essas opiniões). E isso - na minha opinião (lá está; minha) - é... poucochinho, é pequenino. E denota, das duas uma,  preguiça em pensar pela própria cabeça ou a assunção à partida de que aquilo que se pensa será sempre mais fraquinho do que aquilo que os outros pensarão/dirão sobre o que quer que seja. A força de um indivíduo ou de um povo não se mede só em decibéis medidos numa manifestação de rua mas sim também - e sobretudo, digo eu - na capacidade de pensar e na seriedade com que se encara esse ato de liberdade, que cada vez menos põem em prática.

Coisas que se sentem mas só uma imagem pode descrever



(foto de autor desconhecido)

quarta-feira, setembro 19, 2012

Sou (orgulhosamente) um idiota


Tenho ideias. É uma das minhas características. Talvez mesmo a mais forte mas não necessariamente a mais visível aos olhos mundo - normalmente, nós "somos" o que fazemos e o que o mundo acha é que eu sou um tipo que só faz peças de informação.

Gosto de ter ideias e tenho-as tanto quando me esforço por isso como quando, sem esforço, elas me surgem "do nada". Não há uma regra para isso.

E tanto quanto gosto de ter ideias, gosto de me orgulhar delas, de vez em quando.

Esta "letrinha" (cartoon) que fiz para o Webcedário não é - de longe - a melhor que já fiz mas o processo que vai do surgimento da ideia até ao produto final - passando pelo modo como a ideia foi posta em práica - deixa-me profundamente orgulhoso.

Pode não parecer nada de jeito - talvez até nem seja - mas gosto disto que idealizei e tornei real. Um cartoon sobre aquilo que se pensa que eventualmente possa vir a ser uma possibilidade. Ou não. Dependendo de como o Ministro das Finanças acordar no dia em que decidir o que fazer com a malfadada TSU.




sábado, setembro 15, 2012