segunda-feira, abril 29, 2013

Nada diz mais «Estou disposto a cagar na via pública»...


... que um destes naperons, em forma de cartola (que não disfarça a existência de um rolo de papel higiénico lá dentro - bem pelo contrário), exposto orgulhosamente na chapeleira de um automóvel, a circular por aí. 


domingo, setembro 30, 2012

Aconteceu mesmo!
(só que num universo alternativo)

Gosto de pensar que o que se passa por aqui, também acontece noutros mundos, paralelos ao nosso. Isto não é coisa que eu "tire" de ver séries como "Fringe" ou "Twilight Zone". É só mesmo uma vontade imensa minha em ver sempre uma versão alternativa de tudo.

Picado por duas incríveis mentes criativas - Rita Marrafa de Carvalho e Rita Matos - decidi pôr em prática uma ideia que surgiu neste post de Facebook (da RMC) que tomo a liberdade de transcrever:

«A Rita Matos lança a aposta: é hoje que a manifestante Adriana se enrola com o polícia Sérgio no cais das colunas?»

Ah! E como seria uma capa de revista cor-de-rosa sobre o caso, visto que depois do 15 de Setembro, a fama fácil aconteceu logo, principalmente para o lado feminino do "casal" da foto mais emblemática das manifestações desse dia.

O resultado dessa experiência é este.

= = = = = = =

Num universo alternativo...
Garantem as revistas que dois dos protagonistas do 15 de Setembro voltaram a encontrar-se numa manifestação anti-austeridade. Desta vez não há fotos do que se passou (e que pelos vistos foi giro!)... mas isso não demove a imprensa cor-de-rosa, claro!




segunda-feira, setembro 24, 2012

Está decidido!

Há pouco mais de um mês, mesmo antes da apresentação do livro "TESTEMUNHOS DE OURO", escrevi aqui que tinha vontade de escrever um segundo livro sobre o desporto paralímpico mas que não sabia se esse segundo livro alguma vez viria a ser começado, que tinha de pensar muito bem no assunto, para perceber se valeria a pena.

Também escrevi que nunca nada está totalmente terminado e, nesse período de reflexão, dei-me conta de que se me dissesse a mim próprio que não voltaria a escrever "a sério" terminada estaria a minha (curta, quase inexistente) carreira de autor.

Ora... pensei muito bem. E não. Não vou começar um segundo livro sobre o desporto paralímpico - a não ser que haja uma abordagem do Comité Paralímpico nesse sentido (e mesmo assim não será certo que o faça).

Mas, nesse processo de ponderação decidi que sim, que vou começar um segundo livro. Está decidido. Vou mesmo dar início a um novo projeto.

Só uma coisa é certa neste novo desafio. Vai durar exatamente cinco anos. Deverá, portanto, estar terminado nos "idos" de 2017.

Era só isto. Marcar aqui o facto de que tomei esta decisão. Gosto de pôr as coisas por escrito para, de futuro, não ter desculpas de dúvidas e fraquezas. Há folhas em branco para encher de palavras, de vida e de vidas. Ao trabalho!


sexta-feira, setembro 21, 2012

A minha opinião (não) é melhor que a tua!

Vou partilhar uma opinião que ninguém pediu. Mas que é minha. Ao contrário da grande maioria das opiniões que vejo (re-pe-ti-da-men-te...) partilhadas nas redes sociais. Muitas pessoas - a maioria, infelizmente - aparentam já não ter opiniões próprias. Partilham as dos outros (e citam, e fazem suas aquelas palavras, e aparentam opinar mas com base em opiniões já publicadas algures... aliás, em sintonia com essas opiniões). E isso - na minha opinião (lá está; minha) - é... poucochinho, é pequenino. E denota, das duas uma,  preguiça em pensar pela própria cabeça ou a assunção à partida de que aquilo que se pensa será sempre mais fraquinho do que aquilo que os outros pensarão/dirão sobre o que quer que seja. A força de um indivíduo ou de um povo não se mede só em decibéis medidos numa manifestação de rua mas sim também - e sobretudo, digo eu - na capacidade de pensar e na seriedade com que se encara esse ato de liberdade, que cada vez menos põem em prática.

Coisas que se sentem mas só uma imagem pode descrever



(foto de autor desconhecido)

quarta-feira, setembro 19, 2012

Sou (orgulhosamente) um idiota


Tenho ideias. É uma das minhas características. Talvez mesmo a mais forte mas não necessariamente a mais visível aos olhos mundo - normalmente, nós "somos" o que fazemos e o que o mundo acha é que eu sou um tipo que só faz peças de informação.

Gosto de ter ideias e tenho-as tanto quando me esforço por isso como quando, sem esforço, elas me surgem "do nada". Não há uma regra para isso.

E tanto quanto gosto de ter ideias, gosto de me orgulhar delas, de vez em quando.

Esta "letrinha" (cartoon) que fiz para o Webcedário não é - de longe - a melhor que já fiz mas o processo que vai do surgimento da ideia até ao produto final - passando pelo modo como a ideia foi posta em práica - deixa-me profundamente orgulhoso.

Pode não parecer nada de jeito - talvez até nem seja - mas gosto disto que idealizei e tornei real. Um cartoon sobre aquilo que se pensa que eventualmente possa vir a ser uma possibilidade. Ou não. Dependendo de como o Ministro das Finanças acordar no dia em que decidir o que fazer com a malfadada TSU.




sábado, setembro 15, 2012

Paus & Pedras

Tenho receio que seja hoje o dia em que pegamos todos em paus e pedras.

Não tenho nada contra paus ou pedras. Só não gosto do que hoje possam significar.


"Ao fim de semana dorme-se até mais tarde"...



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"Ao fim de semana dorme-se até mais tarde"...

Yeah... Right...

O "mais-do-mesmo" (até no riso) é mau


Hoje passei sensivelmente uma hora a rir. Pus auscultadores, alheei-me do que me rodeava e decidi ver e ouvir algo que sabia que me faria rir. E ri. Com gosto. Sem alarido, nem nada que se parecesse, mas ri-me com gosto. Ri-me, sobretudo, de coisas novas que nunca tinha ouvido, ditas com humor refinado, por vezes, ou simplesmente palerma, noutras. Mas novas, acima de tudo; "frescas", nesse sentido de novidade.

Ao mesmo tempo que ia ouvindo - e rindo - dei-me conta de que conheço pessoas que se riem há vários anos exatamente das mesmas coisas, dos mesmos assuntos, dos mesmos indivíduos. Isso faz-me confusão.

De repente, imaginei que podia dar-se o caso de haver gente - não aquelas pessoas, necessariamente; mas haver gente - que riria hoje a bandeiras despregadas das anedotas das cassetes do Cantiflas dos anos 70 ou 80, como se essas piadas fossem de 2012, "novas a estrear". Ou, pior, como se essas anedotas, contadas todos os anos, na mesma altura do ano e no mesmo sítio, fossem acolhidas pelo mesmo público como se fossem contadas pela primeira vez... todos os anos. Faz-me confusão.

Faz-me confusão que haja pessoas que são "felizes em loop", como se nada de novo lhes fizesse "cócegas" naquela parte do cérebro que permite ao ser humano (sor)rir.

Há uns tempos, perguntei-me a mim próprio - não que eu leve muito a sério as respostas que dou a mim próprio quando me questiono - por que raio, sendo eu pouco adepto de ler livros, até gostava de ler livros... mas só se fossem livros de humor; de autores/humoristas/comediantes estrangeiros, de preferência. (Gosto que continuo a cultivar, com alguma "religiosidade", de resto.) A resposta que dei a mim próprio estava nas páginas desses mesmos livros. O humor que ali estava era-me novo, diferente de tudo o que via, ouvia e lia diariamente. E o facto de serem visões do mundo, bem dispostas, de pessoas que me são longínquas - em tudo, até na distância geográfica - conferia um muito razoável grau de certeza na "frescura" àquele "material". Bom... a não ser que um pseudo-humorista-chico-esperto por cá já se tivesse apoderado de piadas feitas por um estrangeiro para o usar em Portugal como sendo material original seu... Oh wait... há uns quantos que o fazem... Sim, eu topei; e topo, quando acontece.

Atenção: eu também me rio de coisas que já ouvi. E também me rio daquela história mesmo, mesmo, mesmo muito boa, sempre que alguém com jeito para a contar a conta. E rio-me com gosto dessa mesma história, dessa mesma anedota, desse mesmo assunto, desses mesmos indivíduos. Não faço é disso a regra do meu sentido de humor.

Já agora, eu, que para além de rir gosto de (tentar) fazer rir as pessoas, tenho dificuldade em voltar a piadas que já contei, a não ser que faça muito sentido lá voltar. E se me desse conta de que todos os anos me ocorria dizer aquilo, da mesma forma, para as mesmas pessoas, também me faria confusão. Por isso evito. E tento criar. Mesmo que não crie bem, tento. A tentativa e erro (muito embora uma piada falhada, sem o riso salvador, do outro lado da conversação, seja atroz) também faz parte do processo humorístico. Acho eu, que não sou humorista. O "mais-do-mesmo" é que não. É sempre mau, em tudo na vida. Até no riso é mau.